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Casada
(cont.)
- Quantas desculpas desfarrapadas,
tipo: furos e avarias no carro, trânsito
super engarrafado, acidente que entupiu a
estrada, ficar sem gasolina, acidente ou doença
súbita de um colega e ida com ele ao
hospital, serões imprevistos, e sei
lá que mais... ele já deu, quando
chega tarde a casa, nos últimos meses?
- E aquela mensagem doce, que você lhe
apanhou no telemovel, e ele, com cara de santo,
inocentemente apenas diz que foi engano...
- Antes ele atendia sempre o telemovel, até
na hora de almoço, ou quando estava
em reunião? E agora?
- Quantas encalhadas, solteiras, divorciadas
e outras válidas e disponiveis, o acharão
interessante, e se calhar e à falta
de melhor, não o ouvem embevecidas?
- Nesta sociedade de mentiras, as traições
estarão em alta ou em baixa?
- Não acha perturbante, a quantidade
brutal de mulheres que se oferecem nas páginas
dos principais jornais diários nacionais?
- Aquela história que lhe contaram,
será que é mesmo verdade?
- Ele anda muito cuidadoso, silêncioso,
enigmático ou comtemplativo?
- Aquele brilho no olhar, gesto ou palavra
meiga, já desapareceram?
- Ele passa mais tempo a falar com a colega
de trabalho, do que consigo? E como eles sorriem...
- Acha que o seu estatuto é cada vez
mais o de cozinheira, ama e mulher a dias,
e ainda por cima ele é exigente, altivo
e mal agradecido?
- Quando lhe toca... sente-lhe frieza, apatia
e postura teatral?
- E as doenças sexuais fatais? >> |
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