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Tal & Qual, 30 de Maio de 2003
Cuidado com os detectives (cont.)
Micael Pereira

Qualquer pessoa pode anunciar-se nos jornais como detective privado, de um dia para o outro. “Ainda recentemente, conta Mário Costa, descobri um astrólogo que também vendia serviços de investigação. Os anuncios eram diferentes, mas o número de telemovel era o mesmo. Querem uma coisa menos séria do que isto ?”. Embora haja empresas que encomendam investigações a empregados, a maioria dos casos que vão para as mãos dos detectives privados em Portugal, diz respeito a suspeitas de infidelidade ou, em menor número, a uma vontade dos pais, em controlar os passos de filhos problemáticos.

Mas recorrer a este género de serviços, pode muito bem ser considerado um luxo. Um trabalho sério de vigilância, por exemplo, custa mais de 500 euros por dia. Mário Costa justifica: “Para seguir alguém sem correr o risco de o perder de vista, são precisos pelo menos dois carros , uma mota e um peão. Ou seja: Quatro homens, mais o aluguer de três veiculos. Não e brincadeira”.

O “T&Q” contactou com outro detective, bastante conhecido na praça, que se recusou a dar uma entrevista: “Não falo sobre a minha actividade. É melhor deixar as coisas como estão”. O “T&Q” tentou também o contacto com a Associação Nacional de Detectives Privados Portugueses, mas, ao longo de dois dias úteis, ninguém atendeu o telefone, da sua sede no Porto. >>
   
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