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Tal & Qual, 30 de Maio de 2003
Cuidado com os detectives (cont.)
Micael Pereira

Mário Costa não tem papas na língua: mais de 80 por cento dos detectives portugueses em actividade são desonestos. Na maioria, são ladrões, arruaceiros e analfabetos. A Policia devia andar atrás deles”.

Mário Costa é detective privado há 27 anos, completando a profissão com outos negócios. E o dono de uma loja de fotografia e outra de telemóveis. “E se não tenho problemas em dar a cara, ao contrário de muitos dos meus colegas, é porque não tenho nada a esconder”, diz.

O investigador com escritório montado na Amadora, admite que “há uma ou outra agência séria a trabalhar no mercado”, mas aconselha a qualquer pessoa que procure este tipo de serviços a rodear-se de cautelas: "Só se deve contractar um detective no escritório dele, de modo a ter uma morada no caso de querer reclamar; só se deve pagar os serviços quando a investigação estiver concluída; e, caso seja enganado pelo detective, deve-se sempre apresentar queixa á Polícia Judiciária. Três regras simples que podem salvaguardar o cliente de um dissabor."

“Há colegas meus, que peferem aceitas principalmente mulhers como clientes” revela Mário Costa. “têm medo dos clientes masculinos, porque, se os enganam, arriscam-se a levar uma coça”. >>
   
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