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Tal
& Qual, 30 de Maio de 2003
Cuidado
com os detectives Micael
Pereira
São mais ou
menos os mesmos de há duas décadas,
pondo de lado os curiosos que se lançam
na actividade e logo desistem. Os detectives
privados continuam fora da lei, sem nada que
os regule. E, na maioria, “São
ladrões, arruaceiros e analfabetos”.
É o que diz Mário Costa, ele
próprio na actividade há 27
anos.
Uma mulher contrata um detective privado para
seguir o marido, a fim de averiguar se ele
a engana, e pagalhe um adiantamento. Se, ao
fim de 15 dias, o investigador lhe disser
que o trabalho foi inconclusivo, e que o dinheiro
serviu para cobrir as horas gastas em vigilâncias
à porta do escritório do suspeito,
que vai ela fazer? reclamar á Polícia?
Mário Costa, coordenador e gestor da
empresa Detectives Associados, garante que
nem por sombras. Ela vai ficar calada. E diz
mais: todo o cuidado é pouco ao contratar
os servicos de um detective privado em Portugal.
A actividade de um detective privado continua,
tal como há 20 anos, (ver caixa de
notícia de há 20 anos do jornalista
Ferreira Pinto), à espera de ser regulamentada
pelo Estado. Por enquanto, permanece à
margem da lei. O que aumenta a probalidade
do embusto, por parte de detectives pouco
ou nada escrupulosos. >> |
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