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Agência Lusa, 23 de Junho de 2003 (Correio da Manhã, 24 Horas, A Capital)
A crise já chegou aos detectives (cont.)
Nuno Azinheira e Manuel de Almeida

“Com a tal amiga é facil lidar, até porque arranja-se-lhe um namorado charmoso e ela vai desabafando tudo”. O pior são os outros que pôem em risco as suas profissões para nos darem informações”. Para esses, 500 euros podem chegar para lhes comprar o silêncio, ou melhor, abrirem os olhos e depois a boca..., mas uma informação secreta de um alto quadro de uma empresa, não tem preço”.
É por isso, que tudo somado, numa investigação, com algum grau de complexidade pode chegar aos cinco mil euros. “A maior parte dos homens, diz que a mulher não vale esse dinheiro... e desiste”, observa.

Charme
Mário Costa diz que manter o negócio “não é nada fácil”, até porque só em material “estão investidos mais de 30 mil contos, desde micro câmaras de video ocultas, em maços de cigarros, canetas ou livros, transformadores de telemóvel ou outro aparelho, parafuso ou rádios, telemóveis, isqueiros ou cinzeiros, relogios de parede, quadros, bolsas de mão, brinquedos, pastas, bolsas, calculadoras ou botões de camisa e também em automóveis, furgões e motas equipados para vigilância fixa ou móvel em exteriores... e há ainda os equipamentos para detecção de escutas caseiras, e outros que dão uma ajuda preciosa na detecção e registo, de um determinado percurso que uma viatura fez”. >>
   
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