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Agência Lusa, 23 de Junho de 2003 (Correio da Manhã, 24 Horas, A Capital)
A crise já chegou aos detectives (cont.)
Nuno Azinheira e Manuel de Almeida

E, de facto, confirmar as suspeitas de adultério, pode ser um exercício duplamente doloroso, também para a solidez da conta bancária. “Eu cobro 35 contos por dia, (175 euros), fora os extras”, avisa, acrescentando que “normalmente um trabalho só com um detective pode demorar entre uma a três semanas”.

O pior são precisamente os extras, que englobam, para além das clássicas refeições e alojamento, outros procedimentos que Mário Costa não tem receio de expor públicamente. “Isto varia muito. Depende da esperteza da mulher e das manhas que ela tem, dos arranjinhos que combinou com as amigas, dos cenários que preparou”, diz, para em seguida, concluir que “as mulhres são muito matreiras e inteligentes nestas coisas dos amores extraconjugais”.

Num trabalho desta natureza “é preciso corromper gente”, como é o caso da mulher a dias ou da limpeza, de casa ou do escritório, que é como o algodão, nunca engana, ou o contínuo, que sabe sempre tudo, ou ainda a amiga frustada, feia ou gorda, todos os invejosos com problemas finançeiros, e que, mediante certas contrapartidas, conta sempre tudo”. >>
   
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