| |
Agência
Lusa, 23 de Junho de 2003 (Correio da Manhã,
24 Horas, A Capital)
A
crise já chegou aos detectives
Nuno Azinheira e Manuel
de Almeida
Numa era marcada pelo
Big Brother, os detectives privados apostam
tudo na investigação da vida
alheia, com anúncios na imprensa diária,
mas a falta de dinheiro dos portugueses impede
a actividade de ser mais lucrativa.
Que o diga Mário Costa, 50 anos, que,
apesar dos anúncios colocados na imprensa,
a oferecer-se, viu os frutos recolhidos ficarem
abaixo das expectativas. “Pensei que
isto fosse um boom, mas não, porque
os portugueses não têm dinheiro
para nada, quanto mais para investigar a vida
dos outros”, conta, resignado.
Mário Costa sabe, contudo, que a sua
actividade não é para qualquer
bolsa, e não hesita em afirmar que
“isto não e um trabalho para
quem quer, é mais um serviço
para quem pode”. E quem mais pode são
os homens, “normalmente acima dos 40”,
que querem saber quem é o amante da
mulher, conta o investigador. “Os homens
não são os que mais procuram,
mas são a maioria que podem pagar.
Quando um homem anda às turras com
a mulher, porque desconfia que ela anda a
traí-lo, ou quando ele a anda a enganar,
a primeira coisa que faz é cortar a
mesada lá em casa. Portanto elas não
tem dinheiro para pagar ao detective”,
explica. >> |
|
|
|