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Focus, 23 de Julho de 2003
Estamos sob escuta (cont.)
José C. Marques, Rita P. Duarte e Hugo Correia

O segundo passo, também pode ser confirmado pela cliente com a facturação detalhada do marido, para quem, e com que frequência ele liga. Depois de estar certo que hà razão para investigar, o detective avança para o trabalho. Fazer escutas requer descrição, paciência e um bom plano, bem estudado. Diz que não é ele próprio que as faz: “Eu vendo ou alugo os aparelhos e explico aos clientes como é que os podem utilizar.” Ai entram as maravilhas da tecnologia que também já estão ao alcanse dos portugueses. No entanto, interseptar conversas de telemovel, tal como as Policias fazem, é uma missão quase impossível para o cidadao comum: “os equipamentos são caríssimos, á volta de 250 mil euros, e não é fácil, impossível mesmo, arranjar quem os venda”, diz o Mário Costa.

Não faltam, porém, outras opções para os candidatos a espiões caseiros. Os aparelhos de vigilância vão desde a simples máquina fotográfica ou câmera de filmar, aos microfones e microcâmaras do tamanho de uma moeda. Um vulgar maço de cigarros pode esconder uma sofisticada câmara a cores, que faz lembrar os filmes de James Bond. O segredo é esconder o equipamento nos objectos mais vulgares: relógios de cozinha, molduras, canetas, detectores de fumo, fichas de telefone, ratos de computador, telemoveis e outas dezenas de objectos onde se pode com arte camuflar na perfeição câmaras ou microfones, ou as duas coisas. >>
   
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