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Focus,
23 de Julho de 2003
Estamos
sob escuta (cont.)
José C. Marques,
Rita P. Duarte e Hugo Correia
Estas são situações,
em que os protagonistas acabam por vir a saber,
que outros conheciam as suas conversas privadas,
mas nem sempre é assim. Seguir, filmar,
gravar e registar todos os movimentos de um
cidadão está ao alcançe
de qualquer pessoa.
E você pode estar a ser escutado hà
meses, sem se ter dado conta. [...] Os “telemoveis
- espiôes” são dos artigos
mais procurados, apesar do elevado custo.
O funcionamento é simples. O marido
desconfiado deixa esse telemovel em casa e,
mais tarde, liga para ele. Nada assinala essa
chamada mas, a partir desse momento, o “telemovel
- espião” passa a funcionar como
um microfone que capta as eventuais conversas
que o cônjuge esteja a fazer. Evidentemente
que esse telefonema também é
útil na secretária de um empregado
a quem o patrão queira vigiar...
A maior parte dos pedidos que chegam ao escritório,
na Amadora, do detective Profissional Mário
Costa são de mulheres que desconfiam
dos maridos. Pedem-lhe que os siga e ponha
os telefones sob escuta, á procura
de uma prova incriminatória. Mário
Costa não é adepto das técnicas
antigas de vigiar: “As pessoas julgam
que o meu trabalho e estar á esquina
á espreita”, diz. [...] A primeira
fase é confirmar se as suspeitas são
fundamentadas: “Por exemplo se o marido
tem sempre o telemovel no modo de vibração,
sem som, é de facto, de desconfiar...”
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