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Focus,
23 de Julho de 2003
Estamos
sob escuta
José C. Marques,
Rita P. Duarte e Hugo Correia
Nao é
só a Polícia Judiciária
que ouve as conversas dos outros. Vigiar os
telefones do marido (ou da mulher), dos concorrentes
ou vizinhos e fácil e faz-se. A lei
proibe, mas o equipamento (para telefones
e não só) estão aí
à mão de semear.
Jerez de La Frontera, Espanha, 8 de Julho.
O ambiente no estágio do Benfica está
quente. Na véspera, os jogadores elegem
Helder para capitão de equipa e Simão
Sabrosa não gostou. No fim do treino
daquela manhã, os dois jogadores afastam-se
do grupo para discutir a situação.
A conversa azedou e chamou a atenção
dos jornalistas. Ligados os microfones, a
discussãao depressa voou de Espanha
para as redacções de Lisboa:
A SIC, o Record e o 24 Horas publicam na integra
a conversa entre Helder e Simão. Eles
não gostam, mas têm uma consolação:
não são os únicos portugueses
a serem escutados, sem saberem, nem quererem.
E os curiosos não são só
os jornalistas, embora um dos episódios
mais famosos de escuta indevida se deva também
a eles. Em 1995, durante o Congresso do PSD
que elegeu Fernando Nogueira como líder,
a SIC gravou à distância, de
uma mesa do restaurante Gambrinus para outra,
a conversa de políticos que falavam
de estratégias internas do partido.
A conversa foi para o ar, nessa semana, no
programa Noite da Má Lingua... >> |
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