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Focus, 13 de Agosto de 2002
Detectives privados, eles andam aí (cont.)
Miguel Marques e Nelson Vilar

Todas as informações são necessárias, garante o detective, porque pode ser preciso ‘infiltrar-se’ e até passar por amigo dele. […] Nos livros policiais, na maior parte das histórias, os investigadores actuam sózinhos e andam de taxi.

Os nossos detectives são verdadeiros homens de acção: Mário Costa tem uma equipa de colaboradores profissionais de luxo, especializados, que utilizam motos de grande cilindrada, automóveis e furgões equipados com câmaras de video ocultas, meios tecnológicos sofisticados, até para ouvir e gravar conversas á distância.

As missões de vigilância, na maior parte dos casos, obrigam a perseguições de mota e / ou de carro, mas isto não se faz como se vê nos filmes de acção. Não hà corridas loucas a velocidades estonteantes. Pelo contrário, elas são discretas, sem dar nas vistas. No final o detective entrega um relatório ao cliente, em que descreve, hora a hora, todos os passos de quem está a ser investigado, ou vai em tempo real, informando o cliente logo, na hora, o desenrolar de toda a investigação. […]

O Exercício da profissão de detective privado não está regulamentado por nenhum regime juridico em Portugal. Os detectives só tem que obedecer as leis penal e cívil, como qualquer um cidadão. Uma vez que não há quem fiscalize a actividade, até um cidadão que detenha um registo criminal recheado, pode montar o negócio na praça. >>
   
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