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Focus,
13 de Agosto de 2002
Detectives
privados, eles andam aí Miguel
Marques e Nelson Vilar
Não é
só nos filmes. Em Portugal também
existem detectives privados. Pode não
haver legislação, mas basta
abrir um jornal para os encontrar.
Os detectives privados estão aí
á mão de semear. Basta percorrer
os anúncios nas páginas dos
jornais para encontrá-los. Vigiam,
escutam, seguem, vasculham ate ao mais íntimo
detalhe ao fazerem práticamente todo
o trabalho de investigação que
o cliente pedir.
Não está, no entanto, ao alcance
de qualquer bolsa contratar os serviços
de um detective. Uma investigação
pode atingir fácilmente o cinco mil
euros. Mário Costa, um detective profissional
com vários anos de profissão,
cobra entre 175 euros por dia. As despesas
que fôr obrigado a fazer durante a investigação
serão pagas a parte. […] outro
detective fixa o preço em funçao
do trabalho. Mas no final o preço não
varia muito.
Os detectives são procurados por homens
e mulheres desconfiados com a fidelidade do
cônjuge, por pais preocupados com as
companhia dos filhos, por empresários
preocupados em conhecer o passado de um funcionário
ou em localizar um caloteiro em fuga, são
estes, segundo Mário Costa […],
os seus principais clientes.
O detective por vezes, pode até investigar
quem o contrata, saber quem é o cliente,
Mas é do infiel, que queremos ficar
a saber tudo, por exemplo “o clube da
sua preferência, as taras e manias,
os gostos”. >> |
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