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Diário
de Notícias, 4 de Maio de 2003
Espião
ganha fama com infidelidade à portuguesa
(cont.)
Carlos Ferro
A tecnologia pode ser, aliás, a única
coisa que aproxima os filmes da realidade.
"Zero vírgula zero" é
o nível de comparação
entre qualquer 007 ou uma Missão Impossível
e as tarefas para que é contratado.
Mário diz ser um "conselheiro",
em quem "as pessoas têm de confiar".
E, pelo que diz, confiam. Não são
poucos/as os que estão dispostos a
pagar 175 euros/dia, mais despesas, para confiar
o seu futuro às investigações
deste espião que aprendeu muito a ver
programas "do canal História".
A leitura de livros e a frequência de
cursos à distância em instituições
estrangeiras ajudaram-no a ultrapassar a falta
de uma "escola para detectives"
em Portugal.
Se se acreditar no destino, o de Mário
Costa sempre esteve marcado pela família.
É que também é, há
muitos anos, fotógrafo de casamentos,
tendo casa na Amadora, além de uma
loja de venda de telefones e de uma produtora
de vídeo, na mesma cidade. "Trabalhar
nos casamentos deu-me muito à-vontade.
Entrava na casa das pessoas num dia muito
especial para elas", diz.
Talvez por isso tenha tantas teorias sobre
a infidelidade, que afinal nem é tão
frequente como se pensa. >> |
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