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Diário
de Notícias, 4 de Maio de 2003
Espião
ganha fama com infidelidade à portuguesa
Carlos Ferro
"As famílias
perderam o hábito da sedução.
E as mulheres têm necessidade de ser
seduzidas. Basta um gesto..".
Contrariamente ao que se pode pensar, este
conselho não é de um sociólogo
ou de outro estudioso destas coisas das relações
humanas, mas sim de um detective. Chama-se
Mário Costa e é "especializado
em infidelidades".
Mário não tem o sorriso de Tom
Cruise, nem o ar respeitável de Sean
Connery. Quanto a Pierce Brosnan, a comparação
talvez só possa ser feita pela tecnologia:
o seu telemóvel é um PDA que
grava voz, tira fotografias e sabe-se lá
mais o quê. Rodeado de belas mulheres
também não anda, pelo menos
enquanto falávamos.
É, portanto, um detective português,
com consciência de ter uma profissão
ilegal.
Esse facto não o impede de ter muito
trabalho, principalmente na área das
infidelidades. "É o que dá
mais dinheiro", afiança. Por causa
desses "desvios familiares" segue
pessoas, "sempre com discrição",
ensina o/a desconfiado/a a montar escutas
e microfones. Porém, nunca faz essas
instalações. "É
ilegal", recorda-nos, acrescentando:
"Uma escuta do tamanho de um filtro de
cigarro monta-se em quatro segundos, até
uma criança o faz, e emite até
800 metros." >> |
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